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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Liga Europa: Guimarães goleia, Estoril e Paços perdem

V. Guimarães-Hnk Rijeka, 4-0 

Bem-vindas a Guimarães noites europeias. Há dois anos que o D. Afonso Henriques não recebia jogos da Liga Europa e tirou a barriga de misérias com um triunfo contundente por três bolas a zero diante dos croatas do Rijeka. A equipa de Guimarães lidera o Grupo I da Liga Europa.

Com a maior goleada de sempre da sua história nas competições europeias, a equipa de Rui Vitória alcançou o 16º triunfo do seu historial nas provas internacionais. Abdoulaye, Nii Plange, Maazou e André André apontaram os golos com que o V.Guimarães entrou a ganhar na edição 2013/2014 da Liga Europa. 

Em relação à última partida do campeonato português, em Vila do Conde, Rui Vitória fez quatro alterações estreando Malonga. Os «Conquistadores» estrearam dez jogadores nas competições europeias, três deles estreias de sonho (Nii Plange, Maazou e André André) com direito a fazer o gosto ao pé.

Abdoulaye quebrou o gelo

Começou algo receosa a equipa do V.Guimarães. Compreensível. Os minhotos iniciaram o jogo com sete estreantes nestas andanças, que nunca tinha jogado nas provas europeias. Apenas Abdoulaye, Moreno, André Santos e Malonga já tinham atuado em jogos deste calibre.

O Rijeka tentou jogar com a maior inexperiência da equipa portuguesa e logo nos minutos iniciais. O experiente Benko, principal referência dos croatas, gelou a cidade-berço logo aos oito minutos ao pôr em sentido o último reduto Vitoriano. Ganhou a Abdoulaye e Paulo Oliveira e gelou por completo o estádio D. Afonso Henriques.

Contudo Abdoulaye quebrou o gelo ao minuto 36, inaugurando o marcador. O V.Guimarães crescia, é certo, ia colecionando oportunidades tímidas, mas faltava abanar as redes de Vargic. Na sequência de um pontapé de canto, o gigante apareceu na pequena área a ganhar a segunda bola para fazer explodir o estádio. 

Segundo golo na hora certa

Rui Vitória não podia desejar melhor arranque do que aquele que teve no segundo tempo. Os croatas preparavam-se para entrar com tudo na segunda parte, a força com que entraram depois do intervalo deixava-o antever, mas o ímpeto durou apenas três minutos. Nii Plange ampliou a vantagem vimaranense logo aos 48 minutos e permitiu à equipa da casa partir para uma exibição tranquila.

Estendeu-se a passadeira vermelha ao V.Guimarães, perante um Rijeka que acusou em demasia o segundo golo. Os croatas esmoreceram por completo, depois de 15 jogos consecutivos sem sentir o sabor da derrota. Quem não se fez rogado foi o V.Guimarães, que aproveitou para avolumar o resultado.

Maazou e André André ampliaram o resultado para números expressivos, para gáudio dos 9794 espectadores presentes nas bancadas do D. Afonso Henriques. Arranque auspicioso do V. Guimarães na Liga Europa. Bem-vindas a Guimarães noites europeias.




Estoril-Sevilha, 1-2 

O Estoril bateu-se dignamente mas foi derrotado no arranque da fase de grupos da Liga Europa. Frente a um Sevilha com outros argumentos, a equipa portuguesa acusou um pouco o ambiente de um dia especial. Com muita alma foi possível discutir o jogo até ao fim, mas o triunfo espanhol acaba por ser justo, tendo em conta o número de oportunidades criadas por ambas as equipas.

Acabou por ser um apelido português, Gameiro, a dar a vitória ao Sevilha, que teve em Marko Marin a grande figura. O alemão fez, entre muitas outras coisas, a assistência para o primeiro golo, de Vitolo. Bruno Miguel ainda empatou, mas a equipa de Unai Emery confirmou depois o favoritismo.

Risco sem castigo

A estratégia elaborada por Marco Silva implicava uma boa dose de risco. O Estoril aceitou que fosse o convidado a assumir as despesas de jogo, e depois tentou neutralizá-lo com uma linha defensiva algo subida, bem colada aos médios.

Mas a verdade é que os avançados do Sevilha, bastante móveis, foram aparecendo nas costas do último reduto português. Logo aos dez minutos foi Bacca a aparecer isolado, mas Vagner evitou o golo.

Foi a primeira de quatro grandes oportunidades criadas pela formação espanhola na primeira parte. Seis minutos depois Marín fugiu pela esquerda (fica a ideia que estava fora de jogo) e rematou em jeito ao poste mais distante, mas falhou o alvo por pouco. Pouco depois o alemão voltou a escapar pela esquerda e tentou assistir um colega, mas Babanco cortou (21m). Depois foi o outro lateral do Estoril, Mano, a evitar o golo de Bacca quase em cima da linha (22m).

O Estoril jogava então de forma precipitada, perdendo a bola facilmente a meio-campo. Só no último quarto de hora da etapa inicial é que a equipa portuguesa conseguiu sacudir um pouco a pressão, mas sem criar grande perigo. O único remate digno desse nome foi da autoria de Sebá, e saiu a uma distância razoável do poste, com Javi Varas a controlar (42m).

Marko Marín, sempre o elemento mais perigoso do Sevilha, criou também a primeira ocasião da segunda parte. O alemão foi da esquerda para o meio em «slalom» e depois rematou rasteiro, com a bola a sair ligeiramente ao lado (48m).

Mais espaço e a guerra dos «trunfos»

Na etapa complementar o jogo ficou mais partido, com o Estoril a chegar com outra regularidade à baliza contrária, já com o tridente ofensivo mais inspirado. Mas isto agradou também ao Sevilha, que em contra-ataque acabou por chegar à vantagem. Marín tinha de estar na jogada, deixando Vitolo com a baliza à sua mercê. O camisola 20 do Sevilha não desperdiçou a oferta (58m).

Só que este Estoril nunca se dá por vencido, e precisou de apenas três minutos para restabelecer a igualdade. Balboa descobriu Evandro na área e este, perante a saída do guarda-redes, tocou lateralmente para a conclusão de Bruno Miguel, depois de um defesa visitante ter falhado corte.

Ambos os técnicos lançaram depois os seus «trunfos», e Unai Emery acabou por ser mais feliz nesse aspeto. O luso-francês Kevin Gameiro saltou do banco para marcar o golo da vitória da formação visitante, numa jogada muito idêntica à do primeiro tento (77m).

Gerso também entrou bem no jogo, e agitou o ataque do Estoril, mas sem efeitos práticos. Na última jogada do encontro o esquerdino cruzou na medida certa para Bruno Miguel, ao segundo poste, mas Javi Varas evitou o empate com uma bela intervenção.





Fiorentina-P. Ferreira, 3-0 

Sete jogos, sete derrotas, sete pecados sobre a cabeça de Costinha. Mortais? Talvez a receção ao Vitória Setúbal, na próxima segunda-feira, nos possa dar pistas mais concretas sobre a matéria. Por ora, falemos sobre o 3-0 em Florença: inapelável, justo, natural. 

O quadro é feio e nem a visita à mais Renascentista das cidades o atenua. Na brilhante obra dirigida por David Fincher, Seven, a cena final completa o puzzle maléfico de um serial-killer chamado John Doe. A ira toma conta do detetive Mills e a tragédia consome todas as personagens. 

No Paços Ferreira o cenário, embora menos sangrento, aproxima-se dessa representação. Tantas derrotas, tantas ilusões desfeitas, só podem potenciar e alimentar esse derradeiro pecado: a ira. 

Para sobreviver ao próximo teste, na liga portuguesa, Costinha tem de fazer entender aos jogadores que a recuperação já lá não vai com boas intenções. Ou matam, ou morrem. Para os mais sensíveis, ou ganham, ou o técnico poderá não resistir a mais um desmando. 

O Paços joga feio? Não, pratica um futebol interessante. O Paços é competitivo? Não, sofre de limitações gravíssimas, nomeadamente no processo defensivo. O primeiro golo da Fiorentina, de resto, é um exemplo perfeito desta insuficiência de concentração. 

Após canto na direita, Gonzalo Rodríguez larga o marcador direto (aparentemente Bebé) e surge a cabecear completamente sozinho, a centímetros de Degra. Impossível. E isso numa altura em que o Paços dividia o jogo e até sugeria ser capaz de discutir o resultado. 

Os italianos, espertíssimos, até chegaram a baixar as linhas e a dar a bola aos «castores». E isso, fazer circulação, o Paços sabe fazer. O problema é que essa posse é feita de forma lateralizada, nos melhores momentos. 

Na frente tudo faltou. O menino Christian Irobiso, que Costinha só lança em jogos da UEFA, é muito verde para estas andanças; Bebé e Hurtado, com algumas boas ações, foram quase sempre facilmente anulados. 

Seja como for, o Paços esteve a perder só por 1-0 até aos 67 minutos. O pior veio depois. Ryder Matos marcou, Giuseppe Rossi imitou-o logo depois e a goleada fez-se anunciar. Valeu ao Paços a retração auto-imposta pela Fiorentina. 

Não deixa, ainda assim, de meter impressão a fragilidade emocional da equipa. Com o segundo golo, o Paços tremeu e caiu. Baixou os braços e ansiou pelo fim do jogo. Costinha só nesse instante decidiu mexer na equipa. 

As mudanças, porém, pareceram mais para gerir (a pensar no jogo de segunda?) do que para reagir. Não há história que suporte oito pecados seguidos.


sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Liga Europa: com quem vão jogar os portugueses

Portugal conta com três equipas na fase de grupos da Liga dos Campeões. Conheça os próximos adversários de Paços Ferreira, Estoril e V. Guimarães nos grupos E, H e I, respetivamente.












Grupo A: Valencia; Swansea; Kuban e St. Gallen

Grupo B: PSV; D. Zagreb; Chornomorets Odesa e Ludogorets

Grupo C: St. Liège; Red Bull Salzburgo; Elfsborg e Esbjerg

Grupo D: Rubin; Wigan; Maribor e Zulte Waregem

Grupo E: Fiorentina; Dnipro; P. Ferreira e Pandurii

Grupo F: Bordéus; APOEL; Eintracht Frankfurt e M. Tel-Aviv

Grupo G: D. Kiev; Genk; Rapid Viena e Thun

Grupo H: Sevilha; Friburgo; Estoril e Slovan Liberec

Grupo I: Lyon; Betis; V. Guimarães e Rijeka

Grupo J: Lazio; Trabzonspor; Legia Varsóvia e Apollon

Grupo K: Tottenham; Anzhi; Sheriff e Tromso

Grupo L: AZ*; PAOK; M. Haifa e Shakhtar Karagandy

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Liga Europa: SC Braga diz "adeus" e Estoril na fase de grupos

Pasching-Estoril, 1-2

Histórico! Na estreia absoluta do Estoril nas provas europeias, a equipa orientada por Marco Silva conseguiu o acesso à fase de grupos da Liga Europa.

Depois de um triunfo por 2-0 na primeira mão, o Estoril surgia na Áustria com uma boa vantagem. Marco Silva surpreendeu ao deixar no banco Evandro, Carlitos e Anderson Luís. 

A intenção era jogar pelo seguro e evitar um Pasching demasiado ofensivo no início. 
Mas a verdade é que a equipa austríaca entrou com tudo, criando duas boas situações para marcar nos primeiros dez minutos. 

O Estoril conseguiu adormecer o ímpeto inicial dos austríacos e isso foi foi fundamental. Ainda o Pasching estava a tentar recuperar a iniciativa e já a equipa portuguesa fazia o 0-1, com um golo de Luís Leal, em remate rasteiro, na sequência de livre indireto. 

O cronómetro ainda nem tinha chegado ao minuto 20 e já ficava a sensação de que o apuramento não poderia fugir ao Estoril. O modo gestão foi reforçado e o conjunto português preocupou-se, sobretudo, em manter o jogo lento.

O objetivo foi sendo alcançado, embora tenha sempre ficado a ideia de um resultado melhor do que a exibição para o Estoril. A formação canarinha deu prioridade à qualificação e não rubricou uma partida de encher o olho, bem pelo contrário. 

O 0-2, já no segundo tempo, facilitou ainda mais as coisas. De novo Luís Leal, desta vez a agradecer uma oferta da defensiva austríacaca.

A qualificação estava mais do que controlada e a única dúvida passava a ser se o Estoril somava duas vitórias nos dois jogos. 

O Pasching, cada vez menos pressionado, continuou a criar ocasiões e chegou, com justiça, ao 1-2. Foi o primeiro golo sofrido pelo Estoril nas competições europeias. 

A formação austríaca podia ter feito o 2-2, em dois remates perigosos nos últimos minutos, mas o triunfo estorilista premeia a forma inteligente como a equipa portuguesa encarou este encontro.

Sp. Braga-Pandurii, 0-2 

O Sp. Braga está fora das competições europeias. Caiu aos pés do estreante Pandurii depois de trazer da Roménia uma vantagem de um golo. A equipa de Jesualdo Ferreira voltou a demonstrar vícios antigos, e uma equipa que a espaços adormece no jogo. Esfumou-se um dos objetivos da época. Mais do que um objetivo, uma obrigação que o clube liderado por António Salvador teria interiorizado.

Diante do Belenenses o professor Jesualdo Ferreira sorriu já para lá da hora. Desta vez voltaram a haver horas extra no Municipal de Braga, mas foram os romenos a ter a estrelinha da sorte do seu lado.


Agudiza-se o histórico dos arsenalistas com equipas da Roménia e o professor tem mais uma pedra no sapato. Na sua anterior passagem pelo Minho, mais precisamente pelo Sp. Braga. Nunca conseguiu levar os Guerreiros do Minho à fase de grupos da Liga Europa. A estocada final chegou já no prolongamento, quando faltavam apenas 3 minutos para as grandes penalidades que já pairavam no ar. Ciucur, lançado no decorrer do segundo tempo apontou o golo do triunfo. Já tinha avisado com uma bola ao poste.


Vícios antigos na primeira parte
A equipa que viajou desde a Roménia trouxe na bagagem uma enorme vontade de mostrar serviço. Tinham-no prometido, e apresentaram-se em campo de forma mais acutilante e sobretudo a arriscar mais no ataque.


Por sua vez, o Sp.Braga com três alterações relativamente ao último jogo realizado no mesmo palco diante do Belenenses evidenciou os mesmos vícios do encontro a contar para o campeonato português. Alan e Yazalde apareceram nas faixas laterais por troca com Rafa e Pardo enquanto que o recuperado Baiano substitui Tómas Dabo.


Foi mandão, dono e senhor do jogo p conjunto de Jesualdo Ferreira, mas sempre com enormes dificuldades para progredir no terreno. Escondeu várias vezes com mestria a bola do Pandurii, mas raramente com capacidade de ser incisivo ao ponto de visar a baliza de Mingote. O primeiro lance digno de registo aconteceu apenas a cinco minutos do intervalo. Já o Pandurii vencia com um golo de Buleica, sem que para isso precisasse de grandes ameaças. A côr até era azul e repetia-se o filme visto diante do Belenenses.


Estreante tombou Sp. Braga
O segundo tempo trouxe mais do mesmo. A equipa da casa tinha mais argumentos e mais posse de bola, mas continuou a faltar o essencial: objetividade. Enquanto isso, os tímidos mas organizados romenos do Pandurii iam acreditando que podiam fazer mais.


Foi assim o segundo tempo no Municipal de Braga. Os 11312 espectadores presentes nas bancadas iam suspirando de coração apertado. O Sp. Braga jogava no fio da navalha: dava mostras de mais tarde ou mais cedo, a qualquer momento resolver o jogo; mas a verdade é que nunca esteve realmente perto de o conseguir.


Salvador Agra, Pardo e Éder foram lançados por Jesualdo Ferreira na ânsia de dar a volta ao texto. Pela frente tinham onze bravos, conscientes das suas limitações mas sempre organizados e sem perder o norte. Eram estreantes. Estreantes que deram bem conta do recado e roubaram um dos principais objetivos da época a um Braga habituado a estas andanças.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Liga Europa: Estoril-FC Pasching, 2-0

O Estoril continua a dar passos seguros e bonitos na construção de uma «short story» europeia, com mais uma vitória que deixa o clube bem encaminhado para chegar à fase de grupos da Liga Europa. Um lance de Vagner com Petrovic quase estragava a noite, mas um árbitro que ia marcar um penalty mal, voltou atrás e deu um canto, também mal. Um pormenor que podia ser determinante numa eliminatória que está com cores amarelas e azuis. 

A eficácia da primeira parte antecipou-se a problemas que podiam surgir de um Pasching que joga no terceiro escalão da Áustria, mas que correu 45 minutos atrás dos canarinhos como estivesse na Liga Inglesa. Evandro mais uma vez e a arte de Carlitos ditaram o desfecho do jogo ainda no primeiro tempo. Com vantagem ao intervalo, o Estoril provou ainda que continua a ser uma formação que sabe gerir jogos, mas que não se limita a ficar contente com o que tem.

Evandro é sempre o primeiro

As primeiras impressões do jogo foram para Kablar. Que tamanho, que gigante, a destoar de toda a gente em campo. A luta do Estoril no ataque, sobretudo de Luís Leal, podia ser injusta. Mas o futebol, como as pessoas, não se mede em centímetros de altura. Por isso, em dez minutos o Estoril argumentou tecnicamente frente aos austríacos. Foi esse o tempo que precisou para marcar. Demorou pouco, ao contrário do que acontecera, por exemplo, frente ao Hapoel Ramat-Gan, perante o qual apenas faturou em Israel e que, já agora, até é menos organizado que este Pasching.

O Estoril tinha feito 0 mais difícil perante um adversário misterioso (um desconhecido completo das lides europeias, apesar de este ser também apenas o terceiro encontro dos canarinhos na UEFA), mas teoricamente inferior. O Pasching mostrou, porém, ser um grupo com muito boa vontade. Onde havia uma camisola amarela, havia uma sombra verde. Daí que a fluidez do miolo estorilista não fosse a desejável no resto do primeiro tempo. Ainda assim, Vagner tinha cativo para o resto do tempo e viu Carlitos fazer um pontapé acrobático que saiu ao lado.

O futebol nalgumas vezes, na maioria até, é previsível. E a previsibilidade deste encontro dizia que, apesar de o Estoril não estar com a dinâmica que devia, tinha qualidade individual para abrir a defesa austríaca de um momento para o outro. Ora, entra o remate de Carlitos e 2-0 passou muito tempo. 21 minutos para se ser preciso. Mas a técnica demonstrada pelos canarinhos no segundo golo revelou que quem tem mais argumentos técnicos estará sempre mais próximode ser melhor equipa, logo, de ganhar. 

A jogada é tão boa que vale a pena recordá-la.

Susto e equívocos

Na segunda parte, o Estoril foi quase tudo aquilo que não foi no primeiro tempo. Foi mais rápido, mais intenso, trocou a bola muito melhor e criou imensas ocasiões de golo para lá das três dos 45 iniciais. Só que, como não era o que tinha sido, falhou na eficácia. Evandro, Filipe Gonçalves, o suplente Diogo Amado, João Pedro Galvão. Nomes que podiam ter aumentado a diferença para números que deixavam o Estoril com 90 por cento de certeza de que vai estar na fase de grupos.

Ora, «apenas» com 2-0, a percentagem diminui, mas perante as diferenças entre as duas formações as probabilidades canarinhas são, ainda assim, muito boas. Para além disso, houve aquele equívoco do árbitro. Petrovic foi derrubado por Vagner, ainda fora da área, mas o juiz turco assinalou penalty. Isso poderia complicar tudo, mas o Bülent Yildirim voltou atrás e apontou para canto, quando devia ter assinalado livre e ter mostrado apenas e só cartão amarelo ao guarda-redes dos portugueses. A jogada consequente não deu em nada, o Estoril saiu com o 2-0, mas ali ficou ainda um aviso: apesar da história ser bonita, apesar do controlo e domínio do jogo, apesar das ocasiões todas, também convém marcá-las. Se assim fosse, a ida à Áustria poderia servir para ver paisagens. Ou quase isso.

Liga Europa: Pandurii-Sp. Braga, 0-1;

Mais confiante, mais tranquilo, mais apetrechado, mais experiente, com mais futebol. Mais tudo. E, por isso, melhor. O Sp. Braga venceu com naturalidade na Roménia, num jogo em que não foi brilhante mas soube controlar um Pandurii que abusou do jogo direto à falta de outra solução, mas não conseguiu contrariar a eficaz defesa bracarense, nem sequer no assalto final. Ficou em branco e viu o rival marcar. Eliminatória bem encaminhada para os minhotos. 

O Pandurii mostrou desde cedo um respeito enorme pelo Sp. Braga, bem mais rodado nestas andanças e para quem será impensável não estar na fase de grupos de uma competição em que, ainda há dois anos, foi finalista. 

Com Mamele a atuar como terceiro central desde início,a formação romena abdicou de construir no miolo. A passagem, ali, era aérea. Bolas longas da defesa para o ataque e uma predileção especial pelo flanco esquerdo, onde o desapoiado Baiano sofreu muito na primeira metade. 

Mas tudo isto só acontecia, claro está, quando o Sp. Braga não tinha a bola. E a equipa de Jesualdo Ferreira fazia de tudo para a controlar. Apostando no jogo de posse e de paciência, esteve por cima quase toda a primeira parte. Poderia ter marcado num remate de Ruben Micael que saiu pouco ao lado e numa jogada de insistência do central Santos, que viu o seu cruzamento intercetado, já com o guarda-redes Stanca batido. 

Do lado contrário apenas um corte de Nuno André Coelho para a própria baliza, resolvido com estilo por Eduardo, serviu para assustar. Ao intervalo, por isso, a ideia do jogo estava tirada: o Sp. Braga era melhor, só tinha de o provar no marcador. 

E o golo não tardou. Aproveitando um primeiro remate de Ruben Micael ao poste, Alan colocou rasteiro em Yazalde que só teve de encostar. Aposta em cheio de Jesualdo Ferreira que lançou ainda Salvador Agra nos lugares que, frente ao Paços de Ferreira, foram de Edinho e Pardo. 

Cristian Pustal, treinador do Pandurii, abdicou da linha de cinco defesas logo após o golo e a verdade é que Buleica, uma das opções lançadas, mexeu com o ataque romeno, dando muito que fazer a Joãozinho. Num desses lances, o público até reclamou grande penalidade e a verdade é que ficam algumas dúvidas. 

Mas, mesmo tendo menos bola e não conseguindo o jogo de posse que marcou a primeira metade, o Sp. Braga deu sempre a sensação de ter o jogo controlado. A entrada de Custódio, por troca com Alan, foi a deixa final de Jesualdo Ferreira: miolo reforçado, resultado aceitável, eliminatória encaminhada. Era para manter.

E o Sp. Braga conseguiu-o. Sem brilhantismo, que nunca andou pelo Cluj Arena, de má memória para os bracarenses depois do jogo da Champions do ano passado, mas com esforço e entrega. Mais do que suficientes para garantir a vantagem na eliminatória. 

Com a segunda mão a jogar-se em Braga e com a diferença de qualidade das equipas que já foi visível esta noite, dificilmente Jesualdo Ferreira não levará a sua equipa à desejada fase de grupos. E ainda terá oportunidade para o que faltou na Roménia: um estilo mais vistoso como prémio para o público.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Liga Europa: jogos e resultados

A terceira pré-eliminatória da Liga Europa decidiu-se nesta quinta feira. 

O Pandurii do guarda-redes Pedro Mingote apurou-se. O português foi titular.

O Sevilha, de Carriço, Beto e Diogo Figueiras, defronta o Mladost, depois de ter obtido uma vantagem de três golos em casa. 

O Petrolul Ploiesti, equipa que conta com Filipe Teixeira, Geraldo e Camará, deslocou-se ao terreno do Vitesse depois de um empate na primeira mão e eliminou os holandeses. Geraldo foi titular. 

O Slask Wroklam, de Marco Paixão, jogou com o Club Brugge e empatou fora, conseguindo eliminar os belgas. O português fez um golo.




Jogos da segunda mão da 3ª pré-eliminatória
Zilina (Esl)-Rijeka (Cro), 1-1 (resultado da primeira mão: 1-2)
Astra Giurgiu (Rom)-Trencín (Esl), 2-2 (3-1)
Rubin Kazan (Rus)-Randers FC (Din), 2-0 (2-1)
Dila Gori (Geo)-Hajduk Split (Cro), 1-0 (1-0)
Met. Donetsk (Ucr)-Kukesi (Alb), 1-0 (0-2)
Maccabi Haifa (Isr)-Ventspils (Let), 3-0 (0-0)
Hapoel Ramat Gan (Isr)-Estoril (POR), 0-1 (0-0)
Hapoel Telavive (Isr)-Pandurii (Rom), 1-2 (1-1)
Kuban Krasnodar (Rus)-Motherwell (Esc), 1-0 (2-0)
Lech Poznan (Pol)-Zalgiris Vilnius (Lit), 2-1 (0-1)
Gefle (Sue)-FK Karabakh (Aze), 0-2 (0-1)
FC Milsami Orhei (Mol)-Saint Etienne (Fra), 0-3 (0-3)
Differdang03 (Lux)-Tromsø (Nor), 1-0 (3-4 gp) (0-1)
Bursaspor (Tur)-Vojvodina (Ser), 0-3 (2-2)
Thun (Sui)-Hacken (Sue), 1-0 (2-1)
FC Zurich (Sui)Liberec (Che), 1-2 (1-2)
Malmo FF (Sue)-Swansea (Gal/Ing), 0-0 (0-4)
Vitesse (Hol)-Petrolul Ploiesti (Rom), 1-2 (1-1)
Trabzonspor (Tur)-Dínamo Minsk (Bie), 0-0 (1-0)
Strømsgodset (Nor)-Jablonec (Che), 1-3 (1-2)
Estugarda (Ale)-Botev Plovdiv (Bul), 0-0 (1-1)
Mladost Podgorica (Mon)-Sevilha (Esp), 1-6 (0-3)
Estrela Vermelha (Ser)-Chernomorets (Ucr), 0-0 (1-3)
Rapid Viena (Aus)-Asteras Tripolis (Gre), 3-1 (1-1)
Standard Liège (Bel)-Xanthi (Gre), 2-1 (2-1)
Club Brugge (Bel)-Slask Wroclaw (Pol), 3-3 (0-1)
St.Johnstone (Esc)-FC Minsk (Bie), 0-1 (2-3 gp)(1-0)
Udinese (Ita)-Siroki Brijeg (Bos), 4-0 (3-1)
Breidablik (Isl)-Aktobe (Caz), 1-0 (1-2 gp)(0-1)

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Estoril vence em Israel (1-0) e qualifica-se para o «play-off»

O Estoril vai a Nyon outra vez para saber quem defronta no play-off da Liga Europa, depois de ultrapassar o Hapoel Ramat-Gan, uma equipa que colocou algumas dificuldades na Amoreira, mas caiu em Israel perante um adversário que lhe é superior. 

E É bom começar por aí. O Estoril é melhor equipa que os israelitas, uma entrada forte garantiu-lhe um golo e a vantagem, mas, também demasiado consciente dessa supremacia, deixou o jogo correr a ritmo lento, na primeira parte.

Oportunidades aos dois e aos quatro minutos faziam antever o golo estorilista. Chegou aos 11, depois de Galvão ter sido derrubado na área por Soffer. O defesa viu cartão vermelho pelo penalty e Evandro colocava uma diferença mínima, mas lógica entre das duas equipas.

A partir daí, a construção de jogo da equipa de Marco Silva foi feita com paciência. Demasia até, pois sempre que os médios aceleraram um pouco, conseguiram soltar o ataque. Galvão teve duas ocasiões para rematar: uma saiu ao lado, outra foi defendida por Straus. O Hapoel nem ameaçou Vagner durante todo o primeiro tempo.

Assim, em 45 minutos o Estoril fez o mínimo exigível. Marcou, ficou na frente da eliminatória e controlou. Perante as fragilidades contrárias, era possível fazer mais, claramente. Mas os portugueses não quiseram arriscar em demasia na posse de bola a meio, por isso saíram para o descanso apenas e só com o golo de Evandro.

Olhar em frente e nada temer

O segundo tempo foi cópia do primeiro, menos o golo. O Hapoel nunca se atirou ao ataque, o Estoril nunca quis meter muita mais rapidez do que até então. Aquela bastava, de facto. A formação portuguesa foi construindo lentamente, à espera que o 2-0 chegasse. 

Claro, estava exposta ao risco de sofrer um golo e de a eliminatória se relançar. Mas bastava olhar para o lado contrário para se perceber que isso dificilmente iria acontecer. 

Aliás, apenas uma saída em falso de Vagner deu azo a uma oportunidade para o Hapoel, prontamente bloqueada pela defesa do Estoril. Por isso o jogo foi algo lento, com o Estoril aqui e ali a imprimir velocidade, como ordenava Marco Silva com a troca de Carlitos por Gerso.

Insista-se, quando a rapidez surgia, o Estoril ficava perto do golo. Quando o fez, Straus negou-o sempre - numa das ocasiões de forma espectacular, diga-se. 

Assim, fica a vitória, obviamente, a consequente classificação para o «play-off» e o golo histórico de Evandro, o primeiro do Estoril na Europa. Em suma, uma vitória pela margem mínima, mas uma vitória tranquila.

Ficha de Jogo

Estádio: Iztadion Ramat Gan, em Ramat Gan
Árbitro:Tasos Sidiropoulos

HAPOEL RAMAT-GAN:Straus; Tomer Levy, Hazum, Soffer e Maabi; Lingane e Buksenbaum; Luzon (Gabai, 58), Romann (Cohen, 90) e Asayag (Bar Buzaglo, 46); Diamant.

SUPLENTES NÃO UTILIZADOS: Pshehazkey, Ben Ami, Addo e Berkovitch.

ESTORIL: Vagner; Anderson Luís, Bruno Miguel, Yohan Tavares e Babanco; Evandro, Gonçalo Santos ( Diogo Amado, 81) e Filipe Gonçalves; Carlitos (Gerso, 66), Luís Leal e João Pedro Galvão (Bruno Lopes, 89).

SUPLENTES NÃO UTILIZADOS: Ribeiro, Mano, Rúben Fernandes e Gladestony

AO INTERVALO: 0-1
MARCADORES 0-1, por Evandro (11min, g.p.)
DISCIPLINA: cartão amarelo a Yohan Tavares (44min), Levy (63min), Hazum (76min) e Gonçao Santos (79min)

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Liga Europa: todos os resultados desta quinta-feira

A Liga Europa prossegue nesta quinta-feira com muitos jogos e com claro destaque para a estreia do Estoril frente ao Hapoel Ramat Gan, de Israel.

Para além da partida da Amoreira, há muitas outras pela Europa. Ora veja a lista da terceira pré-eliminatória da prova
















Jogos da Liga Europa nesta quinta-feira

Trencin (Esl)-Astra Giurgiu (Rom), 1-3

Aktobe (Caz)-Breidablik (Isl), 1-0

Dinamo Minsk (Bie)-Trabzonspor (Tur), 0-1

FC Minsk (Bie)-St.Johnstone (Esc), 0-1

FK Karabakh (Aze)-Gefle (Sue), 1-0

Jablonec (Che)-Strømsgodset (Nor), 2-1

Petrolul Ploiesti (Rom)-Vitesse (Hol), 1-1

Ventspils (Let)-Maccabi Haifa (Isr), 0-0

Chernomorets O (Ucr)-Estrela Vermelha (Ser), 3-1

Randers FC (Din) -Rubin Kazan (Rus), 1-2

Zalgiris Vilnius (Lit)-Lech Poznan (Pol), 1-0

Hacken (Sue)-Thun (Sui), 1-2

Rijeka (Cro)-Zilina (Esl), 2-1

Tromsø (Nor)-Differdang03 (Lux), 1-0

Botev Plovdiv (Bul)-Etugarda (Ale), 1-1

Kukesi (Alb)-Met. Donetsk (Ucr), 2-0

Pandurii (Rom)-Hapoel Telavive (Isr), 1-1

Vojvodina (Ser)-Bursaspor (Tur), 2-2

Liberec (Che)-FC Zurich (Sui), 2-1

Asteras Tripolis (Gre)-Rapid Viena (Aus), 1-1

Saint Etienne (Fra)-FC Milsami Orhei (Mol), 3-0

Xanthi (Gre)-Standard Liege (Bel), 1-2

Motherwell (Esc)-Kuban Krasnodar (Rus), 0-2

Siroki Brijeg (Bos)-Udinese (Ita), 1-3

Slask Wroclaw (Pol)-Club Brugge (Bel), 1-0

Swansea (Gal/Ing)-Malmo FF (Sue), 4-0

Estoril (POR)-Hapoel Ramat Gan (Isr), 0-0

Hajduk Split (Cro)-Dila Gori (Geo), 0-1

Sevilha (Esp)-Mladost Podgorica (Mon), 3-0

Liga Europa: Estoril - Hapoel Ramat-Gan, 0-0

O Estoril deu o primeiro pontapé numa história europeia, mas viveu esse facto com demasiada importância e desperdiçou 45 minutos frente a um Hapoel Ramat-Gan desconhecido, mas que não tem tanto andamento como a equipa de Marco Silva.

Após uma primeira parte longe do que o Estoril mostrou na época passada, a formação da Linha retirou a carga história de cima dos ombros e partiu para uma segunda parte quase de sentido único. As oportunidades sucederam-se, o adversário ficou ali à mercê, mas não houve ninguém que fizesse um golo que se anunciava e que nunca chegou.

Era preciso uma mota

O meio terreno da Amoreira tinha tanto por onde andar como o eixo Norte-Sul em direção a Almada num fim de semana de verão. Só mesmo de mota se conseguiria furar, mas não havia um acelera no miolo estorilista para que se desbloquasse a situação. Os três do meio do Estoril tentavam descobrir linhas para furar, mas era Carlitos o único que conseguia ir na faixa e, pela esquerda ou pela direita abrir jogo. Mas mesmo assim, foram poucas as vezes.

Já o Hapoel ia no sentido contrário. Aproveitava para transições rápidas, muitas vezes com a bola a viajar longas distâncias e a ganhar demasiada altura para servir Diamant, um viajante solitário no ataque, com aparições pontuais de Romann ou Asayag.

Os israelitas tiveram ocasiões para marcar no primeiro tempo, em 45 minutos em que conseguiram ter pernas para pressionar e chegar à baliza de Vagner. O Estoril respondeu com uma enorme ocasião de Carlitos, que não conseguiu bater Straus na pequena área. Mais uma ocasião para cada lado e um nulo ao intervalo, prémio para a estratégia visitante e merecido para a pouca rapidez do Estoril.

Ser mais a segunda parte do que a primeira

O segundo tempo começou com ocasião para o Hapoel Ramat -Gan, mas foi um oásis no resto do jogo. Com os minutos a passar, a equipa israelita também perdeu condição física. Ora, isso e a entrada de Luís Leal para o lugar de um apagado Sebá (saiu lesionado) transformaram o jogo.

O Estoril podia ter marcado aos 62, 64 e 66 minutos, com uma bola à trave, uma recarga mal medida nesse mesmo lance, um desvio de Carlitos num canto e mais um remate de Galvão ao lado. 

A formação de Marco Silva continuou a tentar, mesmo de longe. Mas a bola não entrou e o Hapoel Ramat-Gan ganhou forças no banco, para conseguir estancar um pouco o jogo estorilista. 

Assim, há uma eliminatória empatada ao intervalo e agora a vantagem de jogar em casa muda de cor. Ainda assim, o Estoril pode ultrapassar esta equipa. Mas precisa de serenar e ser bem mais aquilo que foi no segundo tempo do que aquilo que mostrou no primeiro. Em suma, precisa nesta Liga Europa de jogar num ritmo de uma liga portuguesa, que será, certamente, bem mais alto que um qualquer escalão de Israel.

Ficha de jogo
Estádio: António Coimbra da Mota, na Amoreira
Árbitro: Fredy Frautel (França)
Assistentes: Cyril Gringore e Eric Dansault
Quarto árbitro: Bartolomeu Varela

ESTORIL: Vagner; Anderson Luís, Bruno Miguel, Yohan Tavares e Babanco; Evandro, Gonçalo Santos e Filipe Gonçalves (Gladstony, 85); Carlitos (Gerso, 73), Sebá ( Luís Leal, 52) e João Pedro Galvão.

Suplentes não utilizados: Ricardo Ribeiro, Mano, Diogo Amado e Rúben Fernandes

HAPOEL RAMAT-GAN: Ram; Tomer Levy (Cohen, 83), Hazum (Addo, 71), Soffer e Maabi; Lingane e Buksenbaum; Brossou (Bar Buzaglo, 33), Romann e Asayag; Diamant.

Suplentes não utilizados: Pshehazkey, Luzon, Gabai, Ben Ami.

Ao intervalo: 0-0
Disciplina: cartão amarelo a Maabi (8min), Asayag (45min), Levy (72min), Soffer (80min) e Galvão (80min)

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Liga Europa: Estoril defronta Hapoel Ramat Gan, de Israel

O Estoril conheceu nesta sexta-feira o adversário na terceira pré-eliminatória da Liga Europa. Vai defrontar os israelitas do Hapoel Ramat Gan FC.

Despromovido à II divisão de Israel, em abril passado, ao terminar a Liga na última posição, o Hapoel Ramat Gan, primeiro adversário dos canarinhos nesta estreia na Europa, ganhou uma vaga na pré-eliminatória da Liga Europa duas semanas mais tarde, ao conquistar a Taça do seu país. 

O adversário na final foi o Ironi Kiryat Shmona, superado graças ao desempate por pontapés da marca de grande penalidade. No final dos 90 minutos registava-se uma igualdade a um golo.

Não sendo uma das potências tradicionais no futebol de Israel, o Hapoel Ramat Gan conquistou um título de campeão nacional, em 1964, e duas taças, em 2003 e 2013. Curiosamente, a primeira taça, em 2003, foi conquistada quando jogava no segundo escalao israelita. 

Como única participação anterior nas provas europeias, o Hapoel Ramat Gan tem a presença na Taça UEFA, em 2003/04, que se saldou por um duplo desaire diante do Levski Sofia, da Bulgária (0-1 e 0-4).

Os jogos da terceira pré-eliminatória realizam-se a 1 e 8 de agosto. O Estoril joga a primeira mão em casa.