Já se sabia que o F.C. Porto aparecia como favorito para esta Supertaça, mas é pouco habitual ver uma final ter um resultado tão desnivelado.
Desnivelado, mas não exagerado: o domínio portista foi total e fica a ideia de que os números só não foram ainda mais impressivos porque o dragão desacelerou após o intervalo.
O campeão surgiu mais rotinado, mais eficaz e, acima de tudo, com muito melhores opções que o vencedor da Taça.
Se, por vezes, é difícil explicar o que se passou dentro do terreno de jogo, neste caso é especialmente fácil: o F.C. Porto ganhou claramente porque tem muito melhor equipa e porque jogou muito melhor que o V. Guimarães.
Mesmo tendo trocado de treinador, saiu reforçada a tese de que há uma linha de continuidade neste F.C. Porto 2013/2014. As poucas diferenças no onze base da época passada não são, propriamente, decisões arriscadas, que necessitem de integração.
Fucile foi recuperação inteligente de Paulo Fonseca e fez jogo tranquilo no lado direito da defesa. Defour teve mais uma oportunidade de se impor na vaga deixada por João Moutinho (não é Moutinho, longe disso, mas mostra competência).
E Licá, claro: não engana. Tem técnica, visão de jogo, integração e inteligência. É, para já, o grande reforço deste F.C. Porto e se tudo isto não bastasse, abriu o ativo, aos seis minutos, no seu jogo de estreia oficial pelo dragão.
Uma história simples
A história desta Supertaça é, por isso, simples e linear. O F.C.Porto, sabendo-se superior, quis rapidamente mostrar competência. Não facilitou, marcou cedo, aumentou igualmente cedo (por Jackson, quase sempre ele).
As pretensões vimaranenses ficaram quase arrumadas antes dos 20 minutos. Ainda havia muito jogo a cumprir, mas o essencial estava definido.
Valeu a atitude exemplar dos adeptos vitorianos na bancada (sempre a puxar pela equipa) e valeram fogachos do conjunto de Rui Vitória em campo.
Addy fez o primeiro arremedo vimaranense já perto do intervalo, numa tentativa de chapéu a Helton.
Mas este Vitória está muito verde, com uma média de idades muito baixas e problemas que Rui Vitória terá que resolver, se quiser manter uma dinâmica positiva que conseguiu, com muito mérito, imprimir na época passada.
A questão é que foi mesmo demasiado azul para um Vitória ainda tão verdinho. Confirmou-se a boa onda portista, mas será cedo para concluir daqui que o F.C. Porto tem todas as suas dúvidas esclarecidas para a época que ainda agora começou.

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