sábado, 10 de agosto de 2013

FC Porto vence V. Guimarães (3-0) e leva a sua 20ª Supertaça

Já se sabia que o F.C. Porto aparecia como favorito para esta Supertaça, mas é pouco habitual ver uma final ter um resultado tão desnivelado.

Desnivelado, mas não exagerado: o domínio portista foi total e fica a ideia de que os números só não foram ainda mais impressivos porque o dragão desacelerou após o intervalo. 

O campeão surgiu mais rotinado, mais eficaz e, acima de tudo, com muito melhores opções que o vencedor da Taça.

Se, por vezes, é difícil explicar o que se passou dentro do terreno de jogo, neste caso é especialmente fácil: o F.C. Porto ganhou claramente porque tem muito melhor equipa e porque jogou muito melhor que o V. Guimarães. 

Mesmo tendo trocado de treinador, saiu reforçada a tese de que há uma linha de continuidade neste F.C. Porto 2013/2014. As poucas diferenças no onze base da época passada não são, propriamente, decisões arriscadas, que necessitem de integração. 

Fucile foi recuperação inteligente de Paulo Fonseca e fez jogo tranquilo no lado direito da defesa. Defour teve mais uma oportunidade de se impor na vaga deixada por João Moutinho (não é Moutinho, longe disso, mas mostra competência). 

E Licá, claro: não engana. Tem técnica, visão de jogo, integração e inteligência. É, para já, o grande reforço deste F.C. Porto e se tudo isto não bastasse, abriu o ativo, aos seis minutos, no seu jogo de estreia oficial pelo dragão. 

Uma história simples
A história desta Supertaça é, por isso, simples e linear. O F.C.Porto, sabendo-se superior, quis rapidamente mostrar competência. Não facilitou, marcou cedo, aumentou igualmente cedo (por Jackson, quase sempre ele).

As pretensões vimaranenses ficaram quase arrumadas antes dos 20 minutos. Ainda havia muito jogo a cumprir, mas o essencial estava definido.

Valeu a atitude exemplar dos adeptos vitorianos na bancada (sempre a puxar pela equipa) e valeram fogachos do conjunto de Rui Vitória em campo.

Addy fez o primeiro arremedo vimaranense já perto do intervalo, numa tentativa de chapéu a Helton.

Mas este Vitória está muito verde, com uma média de idades muito baixas e problemas que Rui Vitória terá que resolver, se quiser manter uma dinâmica positiva que conseguiu, com muito mérito, imprimir na época passada. 

A questão é que foi mesmo demasiado azul para um Vitória ainda tão verdinho. Confirmou-se a boa onda portista, mas será cedo para concluir daqui que o F.C. Porto tem todas as suas dúvidas esclarecidas para a época que ainda agora começou.

Sem comentários:

Enviar um comentário